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20 anos depois, o maior projeto imobiliário da atualidade avança e já está 80% vendido

É o maior empreendimento em curso na capital, com cerca de 500 apartamentos. A primeira fase do projeto Prata finalizou-se agora.

Levou quase duas décadas a tomar forma, primeiro por burocracias várias para licenciar o projeto, depois por falência do promotor — a Obriverca —, mas ficou formalmente terminada esta semana a primeira fase do empreendimento Prata.

Junto à Matinha, está a nascer esta minicidade com ligação direta ao rio, a fazer lembrar uma extensão do Parque das Nações ali ao lado. Uma obra que a Norfin, a sociedade gestora do projeto herdado pela CGD e pelo Novo Banco, os principais credores da Obriverca, fez questão de mostrar aos jornalistas, numa visita acompanhada por Elisabetta Trezzani, a arquiteta do ateliê de Renzo Piano que assinou o projeto.

Para já, dois edifícios com 30 apartamentos e ligados pelo estacionamento subterrâneo estão terminados. E, apesar dos preços (entre €400 mil para os apartamentos T1 e valores acima dos €2 milhões para os duplexes T6 da cobertura), a comercialização decorre a bom ritmo, com 80% vendido (50% a portugueses e a outra metade a estrangeiros).

O projeto, na sua totalidade, vai ter 499 apartamentos, distribuídos por 12 lotes, sendo que cada lote terá dois prédios, que não vão além do 5º piso. Com um investimento global previsto de €350 milhões, os dois bancos gastaram já, e de forma equitativa, €130 milhões. Um valor que abrange não só os dois edifícios já concluídos mas também todas as infraestruturas entretanto feitas, onde se incluem por exemplo um parque de estacionamento público com 400 lugares (que obrigou à elevação da cota do terreno, permitindo que mesmo no piso térreo se veja o rio), arruamentos e parte dos acessos.

Considerado o maior empreendimento imobiliário em curso na capital, o Prata vai ocupar 244.000 m2 de construção. “Isto vai ser um bairro na cidade de Lisboa e, como tal, não contempla apenas a componente residencial. Vai ter 19.000 m2 destinados ao comércio e à restauração, 7000 m2 para escritórios, provavelmente um edifício inteiro para esse fim, e ainda uma grande praça central onde está a famosa estátua de José Guimarães, que agora passou a ser parte integrante do paisagismo deste empreendimento”, explicou Brion Sanches, CEO da Norfin.

O objetivo agora é acelerar a obra e avançar rapidamente com mais edifícios. “O compromisso com os bancos é de que só se avança com a construção do lote seguinte quando o anterior já está comercializado a 50%, mas a este ritmo demoraríamos mais 10 anos a finalizar. Mas estamos a rever esse planeamento e a negociar essa questão de forma a aproveitar o bom momento que se vive atualmente no mercado imobiliário”, salienta o responsável, acrescentando que se chegar a consenso todo o projeto estará terminado dentro de um prazo máximo de sete anos.

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