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Empresa onde trabalhava mulher morta pela polícia vai pagar transladação

Família tinha admitido não ter condições de repatriar o corpo da brasileira morta por engano pela polícia.

A empresa onde trabalhava a mulher morta por engano pela PSP na sequência de uma perseguição policial vai pagar a transladação do corpo para o Brasil, confirmou o Diário de Notícias. A família de Ivanice Costa, 36 anos, tinha confessado não ter condições para repatriar o corpo.

“Estamos a tratar disso. Estamos a mobilizar as nossas atenções para repatriar o corpo”, confirmou ao DN fonte do grupo Moiagest, proprietário do espaço comercial no aeroporto de Lisboa onde Ivanice Costa trabalhava desde que chegou a Portugal há 17 anos.

A empresa já contactou a família e, segundo contou ao portal G1, da Globo, uma tia da vítima, informou que no dia em que Ivanice morreu comemorava 17 anos de casa.

A mãe de Ivanice tinha dito ao mesmo portal que esperava que o Estado português providenciasse o repatriamento do corpo. “Eu queria que [me] trouxessem ela, já que a culpa é deles, que a culpa é do Governo, do Estado, que eles me mandassem a minha filha. Nós não temos [condições], porque deve ser muito caro. Eu queria minha filha aqui, pelo menos isso”, disse Maria Luzia da Costa, que vive no noroeste do Paraná.

Ivanice Costa morreu na sequência de um disparo da PSP na segunda circular, em Lisboa, na sequência de um assalto em Almada. Em comunicado, a PSP alegou que o carro, um Renault Megane, “aparentava corresponder às características da viatura suspeita”, um Seat Leon e que o condutor “desobedeceu à ordem de paragem” tendo “durante a fuga, tentado atropelar os polícias, que tiveram de afastar-se rapidamente para não serem atingidos e, em ato contínuo, os polícias foram obrigados a recorrer a armas de fogo”.

O condutor foi detido por condução sem habilitação legal, por desobediência ao sinal de paragem e por condução perigosa.

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