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Governo nigeriano lamenta morte de português e quer capturar atacantes

O Governo nigeriano condenou a morte do cidadão português José Machado, raptado a 23 de outubro e que apareceu morto mais de um mês depois, e apelou a “todos os esforços” para capturar os assassinos, indica uma nota oficial.

Na nota, divulgada hoje na imprensa nigeriana, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Tiwatope Elias-Fatile, garantiu que o Governo de Abuja, em colaboração com o executivo federal de Koji, no Estado em que os assaltantes mataram também dois polícias, “tudo fará” para trazer os “criminosos” à justiça.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Abuja, recebeu as más notícias da morte, em cativeiro, do cidadão português José Machado, um expatriado, que foi raptado na estrada de Obajana-Kabba, no Estado de Koji, no mês passado”, lê-se no documento, em que são expressadas condolências a Portugal e à família da vítima.

“O Governo Federal da Nigéria condena duramente o crime hediondo e, em cooperação do o governo de Koji, fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que os assassinos compareçam perante a justiça”, acrescenta-se no comunicado.

A notícia da morte do cidadão português foi avançada pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas a 29 de novembro, dando conta de que José Machado era acompanhado por dois policias, que também acabaram mortos pelos atacantes.

Na ocasião, a Secretaria de Estado garantiu que, desde o rapto, todas as entidades do Estado português cooperaram com as autoridades nigerianas na tentativa de obter a libertação de José Machado, engenheiro civil e funcionário da câmara de Marco de Canaveses (norte de Portugal).

O cidadão português foi raptado na sequência de um tiroteio iniciado por um grupo de 15 homens armados, que causou também a morte de dois polícias.

O porta-voz do comando da polícia do Estado nigeriano, William Aya, disse, na ocasião do rapto, que os 15 homens armados estavam escondidos numa vegetação próxima de uma zona de obras onde se reabilitava uma estrada.

José Machado estava juntamente com outros expatriados e também nigerianos a inspecionar o projeto quando surgiram os homens armados.

Só este ano, cerca de mil pessoas foram raptadas na Nigéria.

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