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Grupo de radicais islâmicos ataca e ocupa vila no norte de Moçambique

Dados recolhidos pelo indicam que se trata de uma ramificação do grupo islâmico Al-Shabaab, com ligações à Somália e ao Quénia.

Um grupo de radicais islâmicos atacou e ocupou parcialmente a vila de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique. Mocímboa da Praia dista cerca de 350 km de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado.

Até às 16 horas de Moçambique (15 horas de Lisboa), o referido grupo ainda se mantinha na vila. De acordo com fontes contactadas pelo “Expresso”, a vila de Mocímboa da Praia está dividida ao meio: de um lado, o grupo armado e do outro as forças governamentais. Os confrontos diminuiram nas últimas horas mas ainda estão ativos.

“Isto não é brincadeira. O grupo [radicais islâmicos] dividiu a vila. Eu estou aqui no terreno”, contou um jornalista moçambicano enviado ao local dos confrontos.

Além da esquadra de polícia local, o grupo assaltou balcões de bancos comerciais, nomeadamente o Banco Comercial e de Investimento, detido maioritariamente pela Caixa Geral de Depósitos, Standard Bank e Millennium Bim, este último controlado maioritariamente pelo Millennium BCP. Ainda não há detalhes do assalto.

As instituições do Estado estão todas encerradas e a circulação limitada. Há três anos que foi identificada a presença deste grupo, proveniente do Quénia e da Tanzânia, nas regiões de Mocímboa da Praia, Chiure, Palma, Mueda, e noutros distritos, incluindo a cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado. Trata-se de um grupo que propaga mensagens de incitamento à desobediência às instituições do Estado. Proíbem as crianças de serem registadas para a obtenção de documentos de identificação, de irem à escola e de frequentarem os centros de saúde.

O Governo provincial tem conhecimento da presença deste grupo, mas evita assumir publicamente a sua existência.

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