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Universidade do Minho paga 200 mil euros a empresa de pró-reitor

Valor foi pago num ano. Inspecção-Geral de Educação aponta irregularidades à forma como foram adquiridos bens e serviços pela instituição.

No lapso de um ano e um mês, o tempo que Guilherme Borges Pereira leva como pró-reitor da Universidade do Minho, a instituição pagou mais de 200 mil euros em aquisições de serviços a uma empresa de que Borges Pereira é também sócio. A relação da universidade com a OPT começou em 2014 e rendeu à firma mais de 90% dos contratos públicos de que é beneficiária.

A OPT foi criada a 31 de Janeiro de 2012 e é uma sociedade por quotas detida por Guilherme Borges Pereira (dono de 49% do capital) e pela sua esposa, Leopoldina Gomes Antunes, que detém os restantes 51% e é também a gerente. No Portal da Justiça não está registada nenhuma alteração aos órgãos sociais da firma desde a data da sua constituição.

Borges Pereira foi nomeado a 10 de Outubro de 2016 pró-reitor, um cargo na hierarquia da reitoria com responsabilidade de coordenação de uma determinada área de actuação da instituição. Neste caso tem o pelouro da Avaliação Institucional.

Desde a tomada de posse, a empresa de que é sócio fez cinco contratos com a Universidade do Minho, num valor total de 201.025 euros.

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